Olá, pessoal! Estou aqui para dividir com vocês uma experiência que tenho passado no novo curso superior que estou fazendo. Para aqueles que não sabem este ano me matriculei no curso de Gestão em Sistemas de Informação, pela Universidade Paulista (UNIP). A diferença é que estou cursando a distância, isto é, sem necessidade de aulas presenciais.
No começo, entrei nesse curso pensando em apenas conseguir minha graduação e a partir daí realizar as pós-graduações e mestrados que almejo. Estou para completar um mês de curso, e posso dizer hoje que minha visão mudou. Isso não foi devido a uma disciplina muito interessante que me deparei logo de cara. Ao contrário, como comentei com alguns colegas de trabalho, a minha primeira disciplina foi introdução a informática, e familiarização com os aplicativos Word, Excel e PowerPoint. Por mais que já tenha visto tudo isso nas outras vezes que cursei um curso superior, e inclusive no técnico, é preciso ter humildade e tolerância para perceber que tem pessoas que desconhecem os temas relatados na disciplina. Além do mais, esses aplicativos serão essenciais para o desenvolvimento do curso, uma vez que haverá necessidade de usar o editor de textos para montar os trabalhos finais, as planilhas eletrônicas para gerar gráficos que irão ilustrar esses trabalhos e um editor de apresentações, para montar a apresentação do trabalho.
O que me fez pensar diferente foi me ver no contexto que estou inserido ao fazer um curso nessa modalidade não presencial. Acredito que muitos devem olhar com desconfiança. Será que aprende mesmo? Um curso nessa modalidade tem o mesmo valor, significado, de um curso presencial. Gente, isso é uma evolução! As novidades, sempre deixam as pessoas com pé atrás. No entanto, resolvi encarar essa e desde então, resolvi defender essa modalidade de aprendizado. Até porque, se eu não defender, o meu esforço de cursar, estudar, e financiar, esse tipo de curso, será em vão. Desejo concluir com a consciência de estar no mesmo nível que as pessoas que cursaram na modalidade presencial.
Várias instituições de ensino espalhadas pelo país atuam dessa forma, inclusive instituições conceituadas, tais como: Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de São Paulo, Universidade Católica de Brasília, Universidade de Brasília, Faculdade Internacional de Curitiba, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Paraná, entre outras. Incluindo também a nossa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).
Vale ressaltar também que essa modalidade de ensino não é novidade dos últimos anos, segundo uma consulta no site do Ministério da Educação (MEC), desde 1996 o Brasil já possuía uma regulamentação para esse tipo de ensino, e várias instituições foram autorizadas a oferecer seus cursos superiores à distância.
Cabe, deixar claro a definição de ensino a distância segundo o MEC: “A Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.”
Segundo o senhor José Manoel Moran, um especialista em projetos inovadores na educação presencial e à distância, da USP, existem inúmeras vantagens no ensino à distância: “Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará “dando aula”, e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo “aula” como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.”
Concluindo, acredito que para que o aluno que participa dessa modalidade deve se conscientizar, que o sucesso do curso depende exclusivamente dele. Se o aluno vai aprender mais ou menos, isso é opção dele. E isso não exclusivo para as pessoas que fazem curso a distância, isso vale também para quem faz aulas presenciais. A graduação é apenas uma explanação de vários temas que precisam ser discutidos e entendidos, e que farão a diferença em nosso futuro profissional.
2 Já responderam
Marcio
29|Fev|2008 1Tive muita vontade de me inscrever num curso destes já existem hoje grandes universidades que não colocariam sua marca ligada a um cursos que formasse pessoas sem capacitação! É possível que esse preconceito desapareça com o tempo, pois, o futuro é inevitável!
Clovis
29|Fev|2008 2Eu acredito nesta metodologia de ensino, ja participei de algumas palestras em tempo real em ambiente web, que por sinal, me agradaram muito.
Espero que as grandes universidades invistam mais nesta metodologia de aula.
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